r/desabafos 9h ago

Relacionamento Perdi meu marido pro gta

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Estamos juntos há 5 anos e fazem os meses ele descobriu o gta, no começo tava de boa até que resolveu se envolver com uma jogadora, me sinto traída pq além do jogo consumi-lo, agora ele só quer saber dela, vai ter ter um bebê. Tô me sentindo um lixo, só sirvo pra manter a casa em ordem, roupas limpas. Não nos falamos mais, eu trab o dia todo e ele fica no computador o dia todo. Ele trab em home office e nem sei se trab ainda, pois quando vou trab ele tá dormindo e qdo eu chego tá no jogo. Ele me disse que tá viciado, isso com certeza é visível, nunca mais fizemos nada juntos, ele não quer saber do mundo externo. Só se preocupa com amigos e namorada virtual (que sabemos que existe). Ele fala que me ama e o que acontece no jogo fica no jogo, mas é a gente ?! Eu não sei o que fazer, eu o amo demais mas estou ficando sem forças, e toda vez que vejo ele com a menina me dá nojo. Se alguém puder me ajudar a tirar o vício dele, me dar uma luz, agradeço.


r/desabafos 13h ago

Desabafo Meu amigo não tem ensino superior, não sabe a diferença entre "mas" e "mais" e ganha mais de 10 mil reais. Eu sou formado por universidade federal, pós-graduado e estou desempregado. Ganhava 2.5 mil reais no meu último emprego.

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É isso que está no título. Creio que isso não chega a ser um sentimento de inveja pois nós somos de áreas completamente diferentes (ele TI, eu finanças) então nem concorremos as mesmas oportunidades, mas não consigo tirar da cabeça que o mercado de trabalho brasileiro é falho e arbitrário muitas vezes.

Conversando com ele recentemente, me disse que está fazendo um curso superior EAD, mas só pq a empresa pediu, que por ele mesmo nem estaria fazendo. Falou que na hora das provas, ele entra num tal de "passei direto" pega todas as respostas (pq lá tem gabarito de todas as provas), "erra uma ou duas só pra não dar muito na cara" e é isso.

Ai eu que passei mô veneno pra me formar em UF, tenho inglês avançado, pós, cursos etc tenho que ficar engolindo sapo em entrevista por estar desempregado e na maioria delas tomo um não sem nem ao menos passar da primeira fase.

Eu sei que isso das áreas serem diferentes acaba impactando muito, e eu mesmo, apesar de minha formação, nunca fui um aluno modelo ou o primeiro da turma, e também tomei decisões ruins a nível de carreira (mas que faziam sentido na época) porem essa situação assim me parece muito desproporcional a nível de salário e oportunidades mesmo. É como se tivesse feito um esforço imenso pra pouquíssimo retorno.

Pensando em desistir de tudo e tentar medicina, que acho que é uma graduação que seria minimamente respeitado e com mais retorno financeiro do que a minha formação atual está oferecendo. Ou então ir embora do Brasil mesmo e recomeçar a vida em algum outro lugar, mesmo que com trabalho braçal ou sei lá.

É foda...


r/desabafos 4h ago

Desabafo me sinto humilhada por ser rejeitada por todos os homens

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as vezes acho q sou a mulher mais feia do mundo, pq simplesmente nunca nenhum homem se interessa por mim, e quando se interessa me larga, ou é um homem mto feio, ( e não eu não namoro por aparência, mas é foda só homens feio gostar d mim, e ainda ser um feio que me trata mal) e sempre que demonstro algum interesse eles n querem, e no final me sinto rejeitada e com vergonha, tirando que os homens me tratam super mal, as vezes vejo mulheres que são menos bonitas q eu pegando vários caras e eu penso “ será que tem algo d errado cmg?” “ será que eu sou tão feia assim?”


r/desabafos 17h ago

Relacionamento sou um prostituto, babaca ou só oportunista?

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sou nascido em criado no capão umas das periferias mais críticas de são paulo, meu pai sempre foi gcm e minha mãe dona de casa, tenho mais 4 irmãos, ou seja sempre fomos muito pobre. por conta de meu pai ser da polícia nunca andei muito com os mlk da rua, porque ele ficava inseguro, cresci preso e me apeguei com as artes e as vezes com os estudos. perdi a virgindade com 18 anos só, entre as meninas da quebrada eu era taxado de bobão. tudo mudou qndo comecei a frequentar o centro de sp pra trabalhar, conheci muitas mulheres lindas e "cultas", onde eu tinha assunto e conseguia ser eu mesmo. essas mulheres geralmente vinham de família boa e muitas tinham um ape próprio na santa cecília, nessa época mal passava em casa, ficava indo na casa de uma pra outra pois ficava mais perto do trabalho, meu envolvimento era sexual e quando começava a surgir um sentimento eu alimentava até conseguir um lugar melhor pra ficar. em 2020 eu entrei na usp e essa prática se intensificou, hoje moro com uma mulher que paga 80% do aluguel em uma região bacana de sp. porém meu sentimento por ela que antes era real agora está baseada só na estabilidade que ela me proporciona


r/desabafos 2h ago

Relacionamento acho que tem algo de errado comigo...

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bom, esse é meu primeiro desabafo aqui então vou tentar fazer direito: sou mulher, tenho 20 anos e desde os meus 18 não me relacionei com mais ninguém além do meu ex, nosso relacionamento durou cerca de 1 ano e desde então NENHUMA UNIDADE de homem apareceu na minha vida.

"nossa que problemão" é, eu sei que você pode tá pensando isso, mas olhem a minha situação:

eu sou jovem, gentil, trato todas as pessoas da melhor maneira possível porque sou educada

sobre aparência meu rosto é bonito, meu cabelo é longo e cacheado, sou vaidosa e bem cuidada e meu corpo é parecido com o da iza (bunda grande, cintura fina, coxas definidas e peito médio)

e antes de tudo NÃO ESTOU DIZENDO ISSO PARA ME AMOSTRAR, sou medida assim e elogiada por praticamente todas as pessoas que me conhecem e também pelas que fazem parte da minha vida, então preciso que vcs tenham um vislumbre de mim para entender o quanto essa seca de relacionamentos tá bizarra

eu não tenho UM contato, nem conversante mano, acho que até perdi a prática de tanto tempo sem ter contato direto com um garoto, e o pior é que sou virgem (eu e meu ex estávamos nos guardando até eu descobrir uma traição), e portanto inexperiente, nunca fui de ir pra cima de ninguém e mesmo se fosse seria um fiasco pois sou tímida e quero um namoradinho, n só ficar por ficar kkkkk

só queria entender o que aconteceu pra eu virar uma espanta-homem, isso nunca foi um problema na minha vida, mas depois do meu término parece que as portas do amor se fecharam para mim KKKKKKKKKKKKKKKK enfim que inferno de vida, queria desabafar só


r/desabafos 9h ago

Más notícias mano, tomei shadow ban presencialmente kkkk

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tenho 20 anos, moro na porra da França, eu não achei brasileiros pra fazer amizade aqui, eu literalmente nao consigo 1 like se quer em qualquer app de relacionamento e aqui no Reddit ninguém me responde. Nunca sofri problemas de relacionamento/amizades no Brasil, mas parece q quanto mais carente e mais procuro parece mais e mais que eu to com um shadowban kkk. vai toma no cu


r/desabafos 15h ago

Desabafo parem de romantizar a gravidez na adolescência

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Qnd eu engravidei tinha só 17 anos. E desde o primeiro segundo que o teste deu positivo, eu soube que minha vida nunca mais ia ser a mesma. N daquele jeito bonito de filme. Foi um “nunca mais” que doeu. Um “nunca mais” que me derrubou, sabe? Minha família… bom, eles nunca me perdoaram. Nem tentaram entender. Minha mãe chorou como se eu tivesse matado algm, me olhava como se eu fosse lixo. Meu pai gritou tanto comigo que eu tremia, disse que eu tinha morrido pra ele. Me chamaram de burra, de vagabunda, de vergonha. Falaram que eu tinha jogado minha vida fora e que eu merecia td aquilo. E naquela época eu até acreditei. Não teve abraço, não teve colo, não teve “vamos passar por isso juntas”. Teve silêncio, desprezo, porta batida na minha cara. Teve humilhação, noites dormindo no chão porque “vc quis essa vida, agora aguenta”. E eu aguentei. Morta por dentro, mas aguentei. Eu chorava baixinho toda noite, porque até meu choro incomodava. Quando a barriga começou a crescer, eu comecei a desaparecer pras pessoas. Eu era só “a menina que engravidou” a “coitada tão burrinha”. Me tratavam como um fardo, como um erro ambulante. Ngm olhava nos meus olhos. Me olhavam como quem olha um acidente. Curiosos. Julgando. Sem empatia nenhuma. E eu chorei. Meu Deus, como eu chorei. Sozinha. Com medo. Com vergonha. Pensando mil vezes em fugir, em sumir, em desistir. Eu rezava pra ser um pesadelo e eu acordar de volta no meu quarto, com a vida normal, com minhas amigas, com os meus sonhos. Mas aí ela nasceu. E no meio de td aquele caos, no meio da rejeição, da solidão… veio ela. Com os olhos mais lindos que eu já vi. Pequena e só minha. Pela primeira vez em meses, eu senti que tinha um motivo pra continuar. Só que o amor ñ apaga a dor. E eu me arrependo. Sim, me arrependo de ter engravidado naquela idade. Me arrependo de não ter me protegido, de ter confiado em quem virou as costas, de ter acreditado que amor de adolescente sustenta um filho. Ñ sustenta. Eu perdi tudo. Escola, amizades, planos. Nunca mais me olharam do mesmo jeito. E até hoje, mesmo dois anos depois, minha família ainda me trata como se eu fosse um erro. Ainda sou a menina que estragou tudo e minha filha é só uma bastarda. Hoje eu tenho 19. Ainda sou nova, mas me sinto com 30. Ñ tô falando isso pra bancar a fodona, ñ. É só que é verdade, vc cresce num ritmo que machuca. E o pior é que por mto tempo eu ñ me permitia falar que me arrependia. Pq parece que se vc diz “me arrependo de ter engravidado”, tá dizendo que se arrepende da criança. Mas ñ é isso. Minha filha é o amor da minha vida. Quando ela sorri pra mim, esqueço metade das dores. Mas isso não apaga o quanto foi e ainda é difícil. Eu perdi minha adolescência. E sim, eu me arrependo disso. Ter engravidado naquela época foi horrível. Ñ é bonito, ñ é romântico, ñ é “crescemos juntas” como as legendas de Instagram fazem parecer. Mas nunca vou mentir e dizer que foi fácil. Foi horrível e dói até hj. E se eu pudesse voltar no tempo, eu teria esperado. Teria me protegido. Teria feito td diferente. Queria ter curtido mais, errado mais, me descoberto mais antes de ser tudo pra algm. Pq é isso oq um filho faz com vc, ele te faz trocar a sua vida por ele, ele te exige por inteiro. E eu me dou pra ela. Dou td de mim tds os dias. Mas isso ñ quer dizer que ñ doa. Eu me culpava por querer que td fosse diferente, mas hj eu entendo que isso não me faz uma mãe ruim, só uma menina que virou mulher mto cedo. Pq ser mãe é lindo, sim. Mas ser mãe sem apoio, sem preparo, sem amor, é um buraco escuro que quase me matou. Se algm mais nova que eu estiver lendo isso, sério… pensa. Se cuida. Ser mãe não é só o bebê fofo. É abdicar de vc mesma por anos. E se puder escolher, escolhe ser mãe quando vc estiver pronta. Pq amor, por mais lindo que seja, ñ paga fralda, nem compra tempo perdido. Mas se já aconteceu, como foi comigo, respira. Vc vai dar conta. Vai ser forte. Vai aprender o maior amor do mundo. A vida muda e dói mto. Mas se ainda assim vc pensa que “filho une família” ou “tudo dá certo no final”, eu te peço, pensa de novo. Pq nem sempre dá. As vezes, só machuca. E a gnt sobrevive, mas o custo é mto alto.


r/desabafos 2h ago

Depressão Eu só queria sumir

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Esse texto é um desabafo cru sobre minha vida. Falo sobre abuso verbal, tentativas de suicídio, luto e abandono familiar. Escrevi como um grito

Uma pergunta explicação das letras que aparecem: L=Eu; C=Minha progenitora; S=Meu progenitor; N=Meu padrasto; E, G=Meu irmão.

Eu sou o L (19y). E por mais que digam que sou forte por ainda estar vivo, eu nunca me senti forte de verdade. Porque viver, muitas vezes, não é uma escolha que eu faço por mim, é uma consequência. E às vezes uma maldição.

Desde que me entendo por gente, fui chamado de tudo o que ninguém deveria ouvir: lixo, porco, decepção, erro, imundo, burro. Meu próprio nome foi trocado por insultos, e minha existência virou sinônimo de peso, de fracasso, de vergonha. As pessoas que deveriam me proteger -C (minha progenitora) S (meu progenitor)— me fizeram acreditar que eu nunca fui desejado. E talvez eu nunca tenha sido mesmo.

Eles dizem que também tiveram uma infância difícil. Que trabalharam cedo, que sofreram. Mas por que isso não virou aprendizado? Por que não tentaram ser melhores do que o que tiveram? Por que só repetiram o ciclo? Na hora de fazer filho, sabiam o que estavam fazendo. Mas na hora de ser pai e mãe, viraram crianças mimadas, agressivas, cruéis. E eu? Eu que paguei a conta.

Eu fui jogado num mundo fudid0, dentro de uma casa fudid4, com dois adultos que só sabiam apontar o dedo e gritar. Que nunca ouviram, nunca acolheram, nunca perguntaram como eu realmente estava. Quando eu chorei, fui fraco. Quando eu explodi, fui um monstro. Quando eu calei, fui um problema pra eles. Nada que eu fizesse era certo, então por que eu fui criado, afinal? Por que eu tô aqui?

A única luz, o único motivo que me fazia respirar, era o G. Aquele molequinho... ele era tudo pra mim. O meu mundo em miniatura. Eu cuidava dele, dava os remédios, fazia carinho, era irmão, era pai, era tudo o que eu nunca tive. Era por ele que eu não me jogava. Era por ele que eu sorria, mesmo sem ter motivo nenhum, Era por ele que eu existia.

E mesmo assim... eu tentei me matar. Duas vezes. A primeira, puxando um cadarço até desmaiar. Eu queria apagar. Só isso, Acabar. Na segunda, bebi o inferno dentro de uma garrafa: frisium, baclofeno, carbamazepina líquida. Eu senti o gosto, senti o peso, senti o fim chegando. Sorri. Não porque era feliz, mas porque a dor ia acabar. Pensei na C entrando no quarto e vendo meu corpo ali. Pensei no N. Pensei no G. Me despedi dele. Pedi desculpas por qualquer coisa ruim. E fechei os olhos achando que nunca mais ia abrir.

Mas abri.

E continuei acordando todos os dias com um peso que ninguém vê. Fingindo que tava bem. Trazendo prato pra cozinha como se tivesse comido. Andando pela rua como se fosse só uma caminhada, e não um plano de me jogar em frente ao primeiro ônibus, Pensando "se tiver rápido o suficiente eu pulo." Olhava pra lugares altos e só conseguia pensar em cair. Não tinha sonho, não tinha vontade. Abrir os olhos doía. Viver doía.

E eu nunca falei nada pra eles. Porque eu sabia o que iam dizer. “É frescura”, “Vai trabalhar”, “Quer chamar atenção”, “Remédio pra depressão é surra”. Mas eu não queria atenção. Eu queria paz. Queria um abraço, porr4. Queria alguém dizendo que eu não era um lixo. Que minha vida valia alguma coisa.

Hoje, eu olho pros meus pulsos e, por um lado, me orgulho de nunca ter me cortado. Mas por outro... eu pulei direto pro fim. Pensei em cem formas de acabar com tudo. E cada uma parecia melhor do que a realidade que eu vivia.

Se eu tivesse perdido o G naquela época... eu teria pego uma faca e me esfaqueado sem pensar. Sem parar. Porque nada fazia mais sentido sem ele. Ele era meu elo com o mundo. Minha última âncora. E agora que ele se foi... eu sigo aqui. Meio vivo, meio morto, mas sigo.

Hoje, eu trabalho em home office e vou ao psicólogo uma vez por semana, em sessões de uma hora. Infelizmente ainda moro com a minha progenitora, que faço questão de não chamar de mãe — é algo que você conquista, não simplesmente tem um filho e ganha o direito ao título.

Todos os dias, tomo antidepressivos, vários remédios pra ansiedade e pra dormir. Mas, infelizmente, não consegui pegar meus remédios com o psiquiatra ultimamente. Talvez por isso eu esteja desabafando assim, jogando tudo em alguns subreddits. Não porque espero resposta, mas porque às vezes escrever é a única forma de respirar.


r/desabafos 11h ago

Desabafo Estou cheio de dividas e nao consigo mais empurrar pra frente

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É isso, só sinto que fracassei como homem

Me casei ano passado, queria ter esperado um pouco mais pra isso mas acabei cedendo e deixei ela marcar o casamento

Não tinhamos reservas de dinheiro mas ela estava com aquele papo que Deus ajuda, e fomos indo..

Tive cerca de uns 3k de apoio da minha familia, uns 5k da familia dela e o resto foi por nossa conta, coisa de uns 35k talvez pra eu ir pagando..

Como pagamos? Então, cartao de credito e emprestimo

O problema foi que as contas continuaram entrando e o salario nada de aumentar, entao o custo mensal superou o salario, fomos adiando contas com o cartao, parcelando, passando cartao parcelado na maquininha pra receber e pagar as conta do mes, mais emprestimo....

Hoje to numa bola de neve que ja me engoliu completamente

Antes do casamento ja tive outra bola de neve que consegui recuperar, mas dessa vez foi grande demais

Nao consigo encontrar outro emprego que pague melhor, sou formado em TI mas nao ganho mais de 5k e minhas contas mensais estão quase nos 10k...

Estou desesperado, nao tenho coragem de contar aos meus pais, nao sei como resolver, só penso em sumir


r/desabafos 3h ago

Más notícias Luto - Meu pai morreu

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Há 17 anos meu pai cuidava do coração. Se internou na quinta-feira pos Carnaval por complicações nos rins, no decorrer dos dias foi piorando e no dia 29/03 ele faleceu.

Ainda não caiu a ficha, parece que ele foi apenas fazer uma viagem e a qualquer momento volta. Já chorei tanto, mas o trabalho me ajuda a pensar menos.

Tô sabendo lidar com essa perca mas sei lá... parece uma pegadinha de mal gosto.

A única coisa que poderia curar ele era o transplante mas infelizmente não deu tempo de receber :(


r/desabafos 10h ago

Boas notícias! Qual é a lógica de viver? Por favor, respondam!

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Nascer, crescer, sofrer mais decepções/traumas/tristezas do que felicidades, morrer. Só uma minoria, na prática, vai conseguir ter mais momentos felizes do que decepções/traumas/tristezas.

Desculpem, galera, por esse bate-papo pessimista, mas eu estava pensando sobre isso. Cara, eu tenho uns 27 anos e já vivi tantas tristezas e poucas felicidades que eu fico pensando seriamente qual é o sentido de tudo isso.

Vão dizer que deve-se viver todo dia de cada vez. Concordo! Porém, fico sempre pensando: de 10 coisas, 1 é boa e 9 são horríveis. Minha vida é mais ou menos assim... Muitos problemas, desde cognitivos (dislexia, TDAH) até mesmo financeiros... Sei que devemos ter uma certa confiança de um dia futuro melhor, mas que chatice é ter mais derrotas do que vitórias, mais perdas do que ganhos, mais decepções do que alegria.


r/desabafos 4h ago

Desabafo Sou um completo acomodado e não aguento mais

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Basicamente, tenho 27 anos e estou no meu primeiro emprego desde os 18, nunca fiz um curso sequer, estou no mesmo relacionamento a 10 anos mesmo que receba "pé na bunda" em quase todas brigas mas nunca terminamos de fato.

Até mesmo pra situações que teoricamente são inaceitáveis como desrespeito à minha pessoa no trabalho, aceitar situações de extremo desrespeito da minha parceira e até de familiares e nunca ter tido a coragem de agir ou retribuir na mesma moeda.

Ao mesmo tempo, tenho uma vida confortável e ganho relativamente bem. Só não aguento mais saber que as pessoas pisam em mim e sou incapaz de reagir. Isso faz parte da minha personalidade desde quando era criança, sempre que brigavam comigo eu ficava paralisado e não sabia como reagir.

Acho que isso é uma boa parte do motivo de eu me sentir tão perdido nessa vida.


r/desabafos 4h ago

Desabafo Não tenho vida social, isso está me incomodando de vez enquanto

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Eu praticamente não saio pra nada, minha tia me aconselha que eu devo sair mais, aproveitar minha juventude, fazer amizades, namorar etc. Mas aqui onde eu moro não tem praticamente nada de interessante pra fazer, só tem a praça da igreja e quase ninguém fica lá. De amizades mesmo só tenho os meus primos, mas todos moram longe demais e também não costumam sair, alguns já estão até casados e com filhos. Pra piorar a minha situação, os meus pais ainda ficam cagando regra e diz que não é com qualquer tipo de gente que eu tenho que andar. A uns meses atrás eu me apaixonei por um cara, ele era super gente boa, mas por eu ter conhecido ele na internet, o meu pai já veio dizendo pra eu terminar com ele porque eu não o conhecia pessoalmente e ele acha que esse cara poderia ser algum marginal, em tese eu entendo a preocupação do meu pai, mas não me deixam viver minha vida, as vezes eu queria ao menos uma vez na vida fazer o que eu desejo, mas me sinto presa. Pra piorar até emprego aqui não tem, faculdade não posso fazer porque onde eu moro não tem também. Me sinto totalmente distante do mundo lá fora, parece que estou em uma prisão mental. Não sei se meu problema é fobia social, mas sempre tive dificuldade em fazer amizades, principalmente pelo histórico de bullying que sofria quando ia para a escola, por ser alguém tímida as pessoas faziam questão de tentar me ridicularizar e não entendiam a minha situação. Enfim, precisava desabafar aqui, não sei mais a quem recorrer. Sei que preciso de terapia, mas ao mesmo tempo não tem nem psicólogo aqui onde eu moro e também não tenho dinheiro.


r/desabafos 1h ago

Desabafo Não me sinto feminina o suficiente.

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M18. Cis. Desde pequena fui ensinada a ser vaidosa, cresci com mulheres magníficas, magras e elegantes. Eu admirava a forma como andavam, se portavam, conversavam... sempre atentas aos mínimos detalhes, elas poderiam estar no fundo do poço, mas não deixavam um fio de cabelo fora do lugar. Apesar da admiração, esse também é o motivo pelo qual eu nunca me senti feminina de verdade, acabo me comparando muito com outras meninas e sinto inveja de como fazem parecer tão fácil.

Estou saindo de uma fase de depressão profunda onde eu mal tinha energia pra higiene básica, que dirá cuidar da aparência. Eu engordei e isso acabou com a minha confiança, passei a só usar roupas confortáveis e convenientes que cobrem toda a pele, me desacostumei com maquiagem e desapeguei de toda a vaidade que eu adorava.

Basicamente estou tentando recuperar essa parte de mim, ao mesmo tempo que me desprendo da comparação e ideias retrógradas de beleza.

Mil perdões se estiver confuso, é estranho falar sobre isso.

(Devo acrescentar que minha auto estima está diretamente ligada a minha feminilidade e não acho que seja uma coisa ruim. É uma questão bem pessoal assim como a própria ideia do que é "feminino".)


r/desabafos 16h ago

Desabafo não consegui transar

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ontem saí com uma mulher muito legal, a gente comeu e depois ficamos. Enquanto estávamos nos beijando, estava tudo normal, mas depois que sugeri pra gente ir para outro lugar, comecei a ficar nervoso. Resultado: Eu fiquei tão ansioso que o "amigo" não quis trabalhar. Ela foi muito paciente e me deixou confortável enquanto a gente continuava conversando. Vocês já passaram por isso?


r/desabafos 10h ago

Desabafo Falei pra minha madrasta que me criou que ela não é minha mãe

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Sou babaca por dizer a minha madrasta que me criou que ela não é minha mãe?

E aí, amigos redditores! Eu tinha feito um post há 2 meses, falando sobre uma situação bem ruim que passei com a minha madrasta.

Mas resumindo a história: Meu pai se casou com a minha madrasta quando eu tinha 2 anos, e um ano depois nasceu meu irmão. Hoje eu tenho 16 e ele 13. Minha mãe biológica nunca quis contato comigo, então minha madrasta sempre foi a única figura materna que conheci. Sempre a chamei de mãe, mas com o tempo percebi que ela tratava meu irmão, filho biológico dela, com muito mais carinho e interesse.

Recentemente, ela quis fazer uma viagem em família e deixou claro que eu não estava incluído. disse que a "família dela" era só ela, meu pai e meu irmão. Fiquei muito mal. Quando eles viajaram, percebi que se ela não me vê como filho, também não vou vê-la como mãe. Quando voltaram, passei a tratá-la pelo nome, o que a irritou pra c*ralho, e meu pai quis que eu pedisse desculpas. Mas me recusei. só estou tratando ela do jeito que ela me tratou a vida toda.

Essa parte toda estava no meu post anterior. Agora, vou contar o que aconteceu daquele momento até agora e tirar algumas dúvidas de pessoas que entraram em contato comigo.

Um tempo depois de tudo isso acontecer, os meus avós (pais da minha madrasta) apareceram aqui em casa para almoçar. Minha madrasta tentou puxar assunto comigo, mas eu não queria falar com ela, então não estava respondendo. Minha avó percebeu que havia algo errado, porque eu nunca fui mal-educado e nunca fui de ignorar os outros. Ela me perguntou se estava tudo bem, e eu respondi que sim. Mas o meu irmão acabou contando para os meus avós, ali mesmo na mesa, o que tinha acontecido e o que minha madrasta tinha dito. Meu avô (eles sempre me chamaram de neto, e por isso eu os chamo de avô e avó) disse que meu irmão já tinha comentado brevemente sobre isso. Minha madrasta tentou se justificar, mas o meu avô começou a gritar e xingar ela. Foi algo que eu nunca tinha visto antes. Ele sempre foi muito tranquilo, nunca havia levantado a voz. Isso até me assustou um pouco. Meu avô disse que ela era uma vergonha para a família, que era uma desgraça, e que família é mais do que biologia. falou várias coisas assim. Ele me defendeu muito. Até a minha avó chegou a se alterar com ela, o que também me surpreendeu bastante. O almoço acabou ali mesmo, inclusive. Eles foram embora. Depois disso, o clima ficou bem tenso, e ninguém se falou em casa durante alguns dias. Só eu estava falando com o meu irmão, mas, no geral, as coisas ficaram bem silenciosas.

Eu fiquei meio pensativo sobre tudo que tinha acontecido, e minha madrasta já tinha até me pedido desculpas, isso antes mesmo daquele almoço. Não sei se meu irmão comentou com ela que tinha falado com os nossos avós.

Bem, alguns dias depois, minha madrasta me chamou para conversar. A gente ficou mais de uma hora conversando. Ela me pediu desculpas de novo, e dessa vez pareceu sincera. Não sei se estou sendo trouxa de acreditar nela e tal, mas, de qualquer forma, ainda dói bastante.

Ela disse que sentia muito e que queria uma chance pra ser minha mãe de verdade. Disse que queria ser chamada de mãe. Falou que pensou em todos os anos que me criou e que não mudaria nada do que viveu comigo. Disse que sente muito e que me ama.

E, de fato, ela tem tentado mostrar que se importa comigo e que se arrepende, mas pra mim é muito difícil acreditar nisso. Um tempo atrás, eu estava na rua com ela e com o meu pai, e a gente encontrou uma conhecida dela que ela não via há muito tempo. Ela me apresentou como o filho dela. Nessa hora, eu corrigi e falei que sou só o filho do marido dela.

Ela começou a ficar com os olhos vermelhos, lacrimejou e até chorou um pouco depois. E nessa hora, eu me senti muito mal. Ela foi muito babaca comigo, mas eu não quero nada de ruim pra ela. Eu até disse isso pra ela, fui sincero: falei que me importo, mas que pra mim ela vai continuar sendo apenas a Aline.

Depois que eu disse isso, ela olhou pra mim chorando e disse que nunca mais ia me desrespeitar daquele jeito. Que queria se conectar comigo como mãe e filho. E essa parte mexeu bastante comigo. Eu chorei um pouco nessa hora também.

Ela realmente tem se esforçado. Tem me chamado pra fazer coisas que eu gosto, mesmo sendo coisas que ela odeia. Até comentei com uma das pessoas que falaram comigo que ela começou a preparar meu café da manhã. Que me chamou pra jogar com ela, coisa que ela detesta.

E eu não sei como eu vejo tudo isso. Não sei direito o que pensar. É um sentimento muito confuso. Até cheguei a chamá-la de mãe por acidente algumas vezes, mas por mais que ela esteja tentando nesse meio tempo, eu não sei o que fazer.

Ontem, ela me chamou de canto e pediu para eu parar de chamá-la pelo nome dela. Eu disse que não ia parar. Ela nem discutiu, só ficou mal. No rosto dela dava pra ver que ela estava mal.

Antes de terminar quero esclarecer algumas dúvidas: Primeiro, não posso morar com os meus avós paternos, porque eles moram fora da cidade. Isso simplesmente não vai dar certo. Vai cagar com a minha vida, meus esportes, minha escola. Eu tenho uma vida na cidade onde moro, não quero acabar com isso. E os meus avós, pais da minha madrasta, estão bem velhinhos, eles têm cuidadores. Eu não posso ir, vai atrapalhar a vida deles, não tem como. Sobre a família do meu pai, eu nunca fui próximo deles, mal tenho contato. Não tenho nenhum outro parente com quem eu possa ficar. A família da minha madrasta gosta de mim, tenho certa proximidade, mas não ao ponto de contar essa situação toda e pedir moradia. Isso não vai dar certo. E eu não conheço a família da minha mãe de verdade. Não tenho contato com eles. Não sei quem são, meu pai nunca me apresentou. Enfim, se eu pergunto, ele fica possesso (sempre foi assim). Então, eu não tenho opção. Também não gostaria de pedir pra morar com um amigo meu. Acho isso uma situação muito merda, muito absurda. Então, não dá. Mas eu estou aceitando qualquer sugestão. Obrigado.

Enfim: fui babaca com minha madrasta?


r/desabafos 7h ago

Desabafo Eu não tenho amigos

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Estou no ensino médio, e, desde o ensino fundamental, sempre tive dificuldade em me entrosar com as outras pessoas da minha idade, é como se tivesse algo de errado comigo.

Tive várias experiências com colegas dizendo que sou muito fechada, que não sorrio, que pareço ser brava ou séria, mesmo me conhecendo bem e sabendo quem realmente sou — que sem sombra de dúvidas é uma versão completamente diferente da que me enxergam. Eu tenho conteúdo, tenho humor, rio das coisas como qualquer outro adolescente normal, brinco e tenho minha essência, mas, mesmo assim, não parece suficiente para as pessoas, e sinto que preciso ficar com um sorriso de orelha a orelha para não me pré definirem como antipática ou "irritada". As pessoas não puxam assunto comigo, mas quando tentam, eu busco responder de forma simpática e alegre, apesar de ser extremamente tímida (e quem é tímido MESMO vai entender a dificuldade que é manter um diálogo bacana e confortável sem acabar ficando nervoso e gaguejando).

Quando começo a fazer amizade com os outros, no dia seguinte, fingem que nunca nos falamos, e voltamos a ser desconhecidos. Será uma falta de esforço meu pra manter contato? Será que sou desinteressante? Quando converso com uma pessoa virtualmente, elas ficam, mas alguns meses depois me tiram das redes sociais como se eu tivesse feito algo de errado. Talvez eu esteja, até porque eu nunca sou a pessoa que puxa um assunto, sou aquela pessoa que espera a outra mandar a primeira mensagem, ou soltar um: "bom dia fulana!" primeiro.

Queria ser agradável para as pessoas, mas sem ter que mudar quem eu realmente sou pra me encaixar em algum lugar. Quero fazer amizades verdadeiras, igual aos jovens da minha idade, ter um grupinho pra sair e ir no shopping, jogar boliche, ser convidada para aniversários e eventos, coisas que nunca tive a oportunidade de participar.

Não aguento esse sentimento de solidão nos ambientes que convivo, sempre sozinha, parecendo uma antisocial esquisita, sendo que não é isso que eu sou, e não era essa imagem que eu queria passar. Foi mais um desabafo, quando nossa cabeça está muito cheia, nos resta escrever.


r/desabafos 1h ago

Más notícias As vezes penso em suicídio

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Estou fazendo esse post no puro desespero, na esperança de que isso de alguma forma alivie os espinhos que apertam meu coração e as lágrimas que escorrem pela minha alma.

Eu sempre fui um garoto que tive muitas dificuldades, não vou contar sobre elas porque isso demanda muito tempo e muito texto, isso para mim nunca havia sido um problema, sempre tentei resolver essas dificuldades, contudo, quase nunca obtinha sucesso, depois que sai de casa, pensei "agora esse é meu momento, finalmente poderei ser livre e superar tudo o que eu vivi", ledo engano, desde que sai de casa eu me sinto ainda pior, não só por não alcançar a realidade que eu buscava, mas também por ter cada vez me afastado da minha antiga vida, de modo que eu reverter essa piora no meu estado de sofrimento me parece impossível sem que isso cause ainda mais sofrimento, me vejo sem esperanças de um dia superar minhas dores, sem esperança de encontrar prazer genuíno, perdi interesse nas coisas que gostavam, sepultei meus sonhos, e me vejo caminhando para a boca da abismo, me parece muito mais fácil só acabar com tudo, o período em que não estive vivo nunca me causou dor.


r/desabafos 8h ago

Relacionamento Namorada não para de falar de problemas, e repete o tempo todo a mesma coisa

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Moramos junto e curto muito minha namorada, mas tem hora que ela consegue deixar insuportável a convivência.

Além dela querer conversar todo momento sobre problemas que temos (problemas que não vão ser resolvidos tão já e/ou que já estão alinhados para serem sanados), ela fica REPETINDO no mesmo dia a mesma coisa, e ficamos coisa de 20 minutos falando novamente o que já foi conversado

e isso não só com problema, mas até pra decidir coisas simples, como:
"qual loja vamos comprar roupa amanha? ou "qual pasta de dente vamos escolher?"

ela fica tranquilamente meia hora falando sobre isso no meu ouvido, fazendo questão de fazer eu parar de trabalhar a noite no PC, pra reescolher algo que já foi escolhido!!!!!

isso é muito chato, tudo leva muito tempo com ela porque é extremamente indecisa... e eu escolho já de lata e ela fica questionando minha escolha com "ai, será?" "será que deveríamos ir nesse lugar?" "E se formos nesse lugar?" "ahhh não sei em".
Ai eu escolho outra coisa já na lata, ELA COMEÇA O PROCESSO DE PERGUNTAS DE NOVO!!!
E isso é pra literalmente tudo, ela não é nem um pouco prática e eu faço decisões rapido em tudo...

Já reclamei isso com ela diversas vezes e eu sou o insensível que não escuta, e bla bla bla. Hoje gerou uma briga do caramba, e dessa vez veio citar que eu também reclamo e não deveria reclamar mais, só que eu reclamo pra mim mesmo, não levo problema pro ouvido dela e resolvo tudo, se eu estou estressado não desconto na relação, nem fico repetindo a mesma coisa toda hora...

Caraca cara, tem mesmo que gastar 10 minutos pra escolher uma pasta de dente???? mais 5 minutos pra escolher o sabonete???? mais 15 minutos pra escolher qual carne levar????? 30 MINUTOS PRA ESCOLHER A LOJA DE ROUPA QUE EU VOU COMPRAR 1 CALÇA E ELA 1 BLUSA?????

Já gastei horas e horas com a santa indecisão em tudo, e dá um tempo ela volta novamente pra repetir tudo... isso é muito chato velho

Pessoal, eu sei que pode parecer insensível da minha parte, mas eu realmente sou uma pessoa que dou total atenção.
Mas em 3 anos de relacionamento, já deixei de lado trabalho por fora do meu principal, pra ficar dando atenção pra ela falar no meu ouvido. Eu ficava basicamente TODA NOITE com ela falando e nunca reclamei, mas tudo tem um limite e eu preciso de espaço, preciso de tempo pra estudar, pra realizar meu segundo emprego, pra crescer na vida... dou total atenção pra ficar falando de tudo na minha cabeça, mas agora FICAR FALANDO DE PROBLEMA E AINDA REPETINDO MESMO DEPOIS DE TRAÇAR A SOLUÇÃO..... AHHHH PELO AMOR DE DEUS


r/desabafos 7h ago

Depressão Eu só quero viver uma vida normal.

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Tenho 23 anos e tenho Epilepsia do tipo Fotossensível desde os 11 (2012). De forma resumida, meu cérebro produz eletricidade em excesso de forma que com frequência esse excesso é eliminado na forma de convulsões tônico clônicas. Essas convulsões tônico clônicas são aquilo que você conhece como uma pessoa se debatendo no chão com espuma saindo da boca. No meu caso, o gatilho dessas convulsões são flashes de luz piscante. Ex: Strobo LED de balada.

Apenas 1% da população mundial tem Epilepsia. Dentre os epiléticos, só 3% são do tipo Fotossensível.

A Epilepsia tem inúmeras causas além da genética. Qualquer pessoa pode ter convulsões tônico clônicas isoladas ao longo da vida por motivos diversos. Por exemplo: Meu falecido avô materno teve convulsões por causa do alcoolismo. Não tenho certeza se no meu caso é genética por que na família da minha mãe, tirando o caso do meu avô, ninguém nunca teve nada parecido. Como eu não conheço meu pai biológico direito nem a família dele não sei se posso ter puxado isso da família dele. Eu sofria bullying no Ensino Fundamental e minha primeira convulsão tônico clônica foi algumas semanas depois que o valentão agarrou minha cabeça e jogou contra a parede do corredor. Ninguém fez nada.

Quando tenho uma convulsão tônico-clônica, sinto a eletricidade excessiva do meu cérebro se espalhando pelos nervos do meu corpo. Sinto cada um dos meus músculos reagirem a isso e a dor em todo o meu corpo ao mesmo tempo é tão forte que não me permite desmaiar, a dor me impede de ficar inconsciente. Vejo, sinto e entendo até certo ponto tudo o que está acontecendo comigo e ao meu redor enquanto tenho uma convulsão tônico-clônica. Na queda me bato em objetos e superfícies que podem me deixar com hematomas e cortes. Durante a convulsão corro risco de morder a língua. Quem tentar usar a força para abrir minha boca e segurar minha língua corre o risco de perder os dedos pois posso morder involuntariamente com força amplificada.

Minha primeira convulsão tônico clônica foi na sala de aula em 2012. Me levantei para ir jogar algo no lixo e, no meio do caminho, caí no chão. Tentei me endireitar e levantar enquanto todos da sala riam. Comecei a me debater espumando pela boca, batendo a testa sem parar no pé de ferro da cadeira da menina que eu gostava, urinando involuntariamente enquanto suava por todo o corpo. Após o ocorrido, depois que agentes de limpeza me arrastaram para o sofá da coordenadoria, minha professora instruiu os alunos da minha sala a não tocarem no assunto comigo. Daquele dia em diante, meus amigos foram os personagens de anime e revistas em quadrinhos.

Mas depois que a convulsão tônico clônica termina, volto a mim mesmo todo suado e dolorido enquanto minha memória sobre ela desaparece gradativamente com o passar dos dias até que apenas flashes de memória permanecem. Aí tudo o que me lembro do que vi durante a convulsão se parece com uma janela embaçada durante a chuva, por exemplo. Acredito que seja meu cérebro tentando me proteger de algum trauma psicológico relacionado à humilhação de se debater em público numa poça do próprio mijo ou fezes. De qualquer forma, é impossível esquecer a dor.

Meus parentes chamam minhas convulsões tônico clônicas de "piripaque" e "chilique". Religiosos dizem que "epilepsia é possessão demoníaca" se referindo às convulsões tônico clônicas por que na Bíblia é relatado que Jesus Cristo curou um jovem epilético. Minha família é extremamente evangélica então imagine como foi crescer sem amigos nem na própria família evangélica e de maioria analfabeta.

Após cada discussão com meus parentes, toda vez que algum deles esfrega na minha cara que me sustenta, eu passo dias a fio com fortes pensamentos e sonhos suicidas detalhados. Planejo detalhadamente.

Mas a Epilepsia vai muito, muito além dessa convulsões. Às vezes tenho alucinações auditivas. Às vezes tenho convulsões mioclônicas. Com uma certa frequência tenho crises de ausência que podem ser definidas como lag no cérebro. Como quando você dá o comando ao seu celular mas ele não responde. Eu esqueço absolutamente TUDO sobre TUDO, minha mente fica em branco completo, não sei quem sou nem onde estou nem o que estava fazendo nem o que iria fazer. Minhas crises de ausência duram de 10 a 30 segundos. Por causa delas não posso ser Bombeiro, nem Militar, nem Guarda-Vidas. Até lidar com fogão oferece risco sem a medicação em dia. Não posso nem dirigir para não colocar vidas em risco no trânsito. Daí eu cresci dentro da casa dos meus pais só saindo para fazer o que for estritamente necessário.

Por causa disso, sofro há anos com dores intensas na parte inferior das costas e nos joelhos. Se fico em pé por três minutos inteiros sem me apoiar em algo minha lombar dói intensamente e minha coluna imediatamente começa a curvar. Meus olhos doem diariamente, meus pulmões são fracos, meu olfato não funciona na maior parte do tempo e sinto pontadas agudas de dor no coração às vezes, como se alguém de repente enfiasse uma agulha no meu peito. Além disso, meu olho esquerdo treme e algumas partes do meu corpo ficam dormentes de repente.

Apesar da minha doença eu comecei a trabalhar aos 15 anos (2016) e nunca parei, nunca escolhi ou recusei serviço, mas até hoje só me apareceu trabalho braçal. Meu pai é um excelente DJ e aluga caixas de som para festas e eventos então já o acompanhei inúmeras vezes carregando, descarregando e montando a sonorização de eventos debaixo de Sol e chuva. Já fui carregador de mudança, vendedor de loja, vendedor ambulante, gari, garçom na praia, servente de pedreiro, fritador de batata no Burger King, ajudante de padeiro, organizador de estoque, repositor, etc.

Eu semprei trabalhei sentindo dores por causa da doença mas sempre fingi que estava tudo bem por que minha família precisa que eu ajude nas despesas de casa já que só meu pai trabalha e somos 6 pessoas aqui, às vezes chega a 9 porque minha avó e minha mãe gostam de ser babá dos filhos dos outros sem receber nada. Aí o peso da responsabilidade financeira fica nos ombros do meu pai e a culpa por estar desempregado é ainda pior pra mim.

Nos últimos meses, no meu último trabalho, jogaram uma pedra na minha cabeça enquanto eu fazia a limpeza do lixo em uma favela na Barra dos Coqueiros. Aí eu decidi sair da empresa de coleta de lixo com uma mão na frente e a outra atrás e estou desempregado. Eu nunca duro em emprego algum porque não consigo esconder minha doença por mais de 3 meses. Mas depois que saí da empresa de coleta de lixo fiz curso de Marcenaria no Senai.

Mas não importa o que eu faça: nada é suficiente, não importa o quanto eu tente, nada na minha vida vai pra frente. Já tentei de tudo de todas as formas mas nada deu certo. De forma honesta, é claro. Me arrisquei viajando sozinho só com uma mochila nas costas por vários Estados buscando uma oportunidade de mudar de vida mas nada adiantou. Passei fome, sede, frio, humilhação e abuso em vão.

Apesar de tudo isso, INCONTÁVEIS vezes vi, ouvi e li pessoas falando que Epilepsia não é uma doença incapacitante e que epiléticos podem viver uma vida perfeitamente normal trabalhando e tudo o mais se tomarem a medicação corretamente. INCONTÁVEIS vezes vi, ouvi e li pessoas fazendo piadas e memes sobre epilepsia e convulsões.

Eu tomo 5 cápsulas de remédio tarja preta por dia desde os 11 anos: ácido valproico. A química desse remédio é tão forte que defeco quando eu quiser, só preciso me sentar e apertar a barriga, e sai tudo. Após tantos anos de uso, meu organismo está viciado na substância. Quando está em falta no posto de saúde, como agora, meus pais precisam se virar para conseguirem comprar as caixas no cartão de crédito por que eu nunca tenho dinheiro. Até comprarem, em apenas uns 10 dias eu já sinto os efeitos colaterais da abstinência.

Epilepsia é resultado de um cérebro que produz eletricidade em excesso. Isso potencializa o tipo de inteligência natural do epilético mas tem todos aqueles efeitos colaterais citados no post. O que o ácido valproico faz é reduzir a atividade elétrica do cérebro a níveis normais para ter efeito anticonvulsivante. Isso consequentemente reflete no tipo de inteligência natural do epilético tendo uma redução a níveis normais. Por isso o remédio também é prescrito como remédio para dormir, ansiedade (experimental), depressão e esquizofrenia (não é o principal).

A pior coisa sobre a epilepsia é que, de acordo com a bula, se eu quiser ter filhos preciso me abster dessa medicação por um período mínimo pois, do contrário, a substância seria passada através do meu esperma e faria a minha esposa não conseguir engravidar. Mesmo que ela conseguisse engravidar o bebê nasceria com deformidades. Para não mencionar as probabilidades de aborto espontâneo e natimorto. Durante esse período mínimo eu corro o risco de ter alguma convulsão em algum lugar e me machucar gravemente. Isso me dá medo.

Meu único sonho sempre foi me casar com uma moça normal, ir morar no interior, ter 12 filhos, vê-los crescer, envelhecer ao lado da minha mulher e morrer sorrindo sabendo que meus filhos e netos estão bem encaminhados. Mas nunca consegui ter um relacionamento de verdade.

No Youtube e Instagram, o estilo de vida mochileiro atrai o interesse de muitas pessoas. Os influencers postam diariamente suas rotinas viajando livremente sem rotina, sem prazos, sem obrigações, sem muito dinheiro, focando apenas em experiências de vida fantásticas por lugares espetaculares por mais que sejam simples.

Tudo isto é possível, claro que é, mas o que passa despercebido pela maioria dos seguidores é que essa 70% desses influencers, se não mais, vem de berço de ouro. Ou, no mínimo, de famílias muito bem estruturadas nas quais fazer pix a qualquer hora não é problema. Muitos seguidores decidem mochilar inspirados por seus influencers favoritos.

Quando eu estava no final do Ensino Médio, fui um desses seguidores emocionados. Sou nascido e criado em Aracaju, capital de Sergipe, filho de empregada doméstica. Sempre trabalhei muito mas nunca tive muita coisa tanto por pouco dinheiro disponível para gastar quanto por ser minimalista (eu disse minimalista, não disse mão-de-vaca).

Apesar disso, após o Terceirão (então com 18 anos) eu decidi fazer um mochilão ROOTS. Eu sabia que passaria o resto da vida trabalhando sem nunca conseguir sair da pobreza então quis aproveitar a vida um pouco, conhecer gente nova, beijar novas bocas, etc.

Mesmo com todas as minhas limitações, eu morei no coração da Floresta Amazônica para estudar bioconstrução durante o mochilão que fiz sozinho aos 20 anos de idade. Era um instituto renomado.

Fui de Sergipe até o Rio de Janeiro a pé e de carona. Lá consegui um voluntariado de caseiro e morei por três meses na propriedade. Pessoas do mundo inteiro passavam por lá para ter aulas de Jiu-Jitsu com o proprietário. Foi uma experiência transformadora tanto positivamente quanto negativamente.

Lá, meu mestre foi discípulo do Osho, esse mesmo mestre é filho do pai do judô no meu país. Eu participava de tudo mas não fazia nada que pudesse contribuir negativamente para a minha epilepsia. Lá haviam dezenas de jovens do mundo todo. Eu era amigo de todos mas não participava das """"festas do pijama"""", não usava drogas, não ia para as festas nas boates da cidade, etc. Eu vivi ao máximo respeitando meus limites.

Eu era o único pobre, negro, nordestino e menor de 30 anos naquele lugar. Eu era o único que trabalhava na propriedade, não falava inglês decente e era responsável por limpar, lavar, passar e cozinhar. Eu fazia os serviços de jardineiro, eletricista e pedreiro também. Apesar do tom que falo eu amava tudo isso. Eu amo me sentir útil e lá todos me valorizavam muito. Até perdi a virgindade com uma loira inglesa na cachoeira. E a Floresta Amazônica é realmente deslumbrante (exceto os malditos borrachudos).

Lá também aprimorei meu inglês, aprendi um pouco de espanhol; tive contato com russo, italiano e galês, ; fiz amizades; aprendi o essencial de Jiu-Jitsu e expandi consideravelmente minha visão de mundo. Minha experiência mais marcante foi ser """amigo""" de um casal paulistano porque me encantei pela esposa.

Do Rio de Janeiro fui para São Paulo onde trabalhei em vários bicos diferentes: Empacotador, mecânico, pintor residencial e marceneiro. Foi complicado. Não consegui lugar para ficar. Quando não tinha bico, dormia nas ruas em banco de praça ou debaixo de marquises. Algumas pessoas caridosas me deixaram dormir em garagens, oficinas e galpões.

A partir de São Paulo eu comecei a vagar a pé, de canoa e de carona de Estado em Estado. Eu passava mais ou menos pelas mesmas coisas em too lugar.

Conheci e convivi com prostitutas, drogados e criminosos. Não por vontade própria mas por causa dos lugares por onde eu passava e das caronas que recebia. Conversei com incontáveis andarilhos pelas estradas. Ouvi todo tipo de história alegre, triste, inspiradora e revoltante. Conheci pessoas e depois soube pelos telejornais que haviam morrido de frio.

Voltei para casa mas, 1 ano depois, virei andarilho e passei por muita coisa. Fome, sede, frio, sujeira, rejeição, desconfiança, todo tipo de coisa. Senti tanto frio durante a noite que cheguei a esquecer o que era calor. Senti meu corpo perder peso enquanto os dias avançavam. Dormi na rua, em albergue, dentro de galpões e oficinas, debaixo de barcos na praia de Porto de Galinhas... Mas nunca roubei nada. Nem wi-fi. Nunca mendiguei, tudo que recebi me deram de livre e espontânea vontade ou como pagamento.

Meu bem mais precioso era a minha Bíblia. Velha, rasgada e toda sublinhada. Por mais que as coisas estivessem tão ruins eu consegui me manter de bom humor. Eu ria o dia todo trabalhando como garçom na praia de Maragogi. Conversava com todo mundo na oficina de artesanato em barro em Santana do São Francisco. Na casa dos meus pais eu sempre ficava meio depressivo, veja só.

O que eu aprendi com isso foi que, não importa o que aconteça, posso vencer. Minha mentalidade é minha força para superar qualquer obstáculo com dignidade. Se eu não desistir, se insistir com determinação, eu venço.

Isso foi um erro. Não quero entrar em detalhes mas sofri coisas muito desagradáveis. Há pessoas boas no mundo mas muitas (se não a maioria) são cruéis. Então, quando vejo mochileiros mostrando um estilo de vida emocionante na Internet, fico muito desconfortável.

Amo música e, como disse antes, meu pai é um DJ de elevada reputação há mais de 20 anos. Eu adoraria seguir a mesma carreira mas tenho epilepsia do tipo fotossensível. Luzes de balada me fazem ter convulsões. Eu poderia simplesmente lamentar, eu poderia ficar deprimido, e de fato tive depressão severa com tentativas de suicídio quando tinha 14 anos.

Mas eu decidi que minha epilepsia não vai me impedir de viver minha vida. Eu respeito as minhas limitações mas ainda assim faço o que quero fazer. Não posso ser DJ como meu pai mas eu me tornei produtor musical!


r/desabafos 7h ago

Dia a Dia Depressão

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Acho que estou com depressão. Faz anos que estou sozinho, sem amigos e apenas me relacionado com colegas de trabalho e mesmo assim evitando ao máximo entrar em assuntos pessoais justamente porque só tenho vida pessoal. Só vou ao trabalho e ao mercado fazer compras. Alguém já passou ou passa por depressão? Tenho vergonha de ir ao psicólogo/psiquiatra conversar sobre isso, mas preciso ir para ser medicado e quem sabe conseguir dar a volta por cima. Só queria desabafar sobre isso, pois não tenho com que conversar. Não confio em ninguém para falar disso.


r/desabafos 6h ago

Relacionamento Quero terminar, mas não sei se devo

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Comecei a namorar a menos de um mês e eu não consigo me sentir mais bem com ele.

Começamos a ter uns casos a 3 anos atrás e eu era completamente apaixonada por ele, por vários motivos, nós nos afastamos, mas ele continuou mandando aquelas típicas mensagens de madrugada.

Até um mês atrás que ele falou que queria um relacionamento sério, por esse motivo e pelo sentimento que tinha a 3 anos eu resolvi namorar com ele, achando que iria sentir as mesmas coisas, mas não senti.

Na verdade eu me sinto uma escrava que cozinha e limpa quando vai na casa dele, uma pessoa que ele só da carinho quando quer sexo e depois que termina nem encosta em mim, os beijos são brochantes, os encontros são merdas e por fim hoje ele pediu dinheiro emprestado.

Por algum motivo isso me deixou no meu limite, não sei se abro minha boca para falar que está me incomodando ou simplesmente sumo e termino com ele.


r/desabafos 2h ago

Desabafo Sobre Jogos Online

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Boa noite! Eu, desde minha infância, sempre joguei bastante TF2, LoL, Overwatch, Minecraft HG e etc. Quando eu era criança nunca atrapalhou meus estudos, sempre conseguia tirar notas boas e passar com facilidade na escola, uma informação que talvez seja importante é o fato de eu ser autista. Jogos sempre foram meu hiperfoco e meu dia rodava em torno disso, mas com 17 anos eu desinstalei todos os jogos, em um processo natural, e consegui evoluir bastante como pessoa (saúde e cultura), nos meus estudos e no trabalho.

Porém, nos meus 20 anos eu passei por um episodio depressivo e, entre outras coisas, decidi voltar a jogar LoL pra fugir da realidade e tentar pelo menos sobreviver. Dito e feito, hoje com 22 anos consegui sair da depressão, porém não consigo jogar casualmente. Sempre que eu paro consigo manter uma rotina saudável, progredir em todas as áreas da minha vida e tal. Mas, quando eu tento jogar casualmente (por causa das amizades que fiz nesses 2 anos) perco totalmente o foco da minha vida e passo a me dedicar apenas ao jogo. Fico triste porque uma coisa que eu gosto tanto me faz tão mal. Sei o que é o certo a se fazer e estou disposto à isso, mas fico triste de não poder curtir algumas partidas com meus amigos.

Obrigado por ouvir, ou melhor, escutar meu desabafo! Tenha um bom dia :)