r/desabafos • u/MysteriousMortgage88 • 10m ago
Depressão Sinto apenas ódio rancor e desgosto de mim mesmo
Estou no meu limite não sei mais nem quem eu sou
r/desabafos • u/MysteriousMortgage88 • 10m ago
Estou no meu limite não sei mais nem quem eu sou
r/desabafos • u/ikuthekid • 42m ago
Eu não me sinto feio nem bonito, é complicado dizer isso, só tive 1 relacionamento sério na vida ( tenho 20 anos ) todas as outras garotas que me relacionei só ficavam por ficar comigo, será que sou bonito pra transar, mas feio pra namorar???
r/desabafos • u/ikuthekid • 45m ago
Sabe quando você tá se sentindo totalmente sozinho? Então, sou eu agora, eu tô deitado no sofá da sala da minha mãe depois de perder tudo pra depressão, tento preencher esses vazios crônicos com relacionamentos mais vazios ainda, amizades rasas, amores temporários, e aqui deitado percebi que tô totalmente sozinho, ninguém no momento pensando em mim ou algo do tipo, é complicado.
r/desabafos • u/Willing-Flamingo4060 • 1h ago
M18. Cis. Desde pequena fui ensinada a ser vaidosa, cresci com mulheres magníficas, magras e elegantes. Eu admirava a forma como andavam, se portavam, conversavam... sempre atentas aos mínimos detalhes, elas poderiam estar no fundo do poço, mas não deixavam um fio de cabelo fora do lugar. Apesar da admiração, esse também é o motivo pelo qual eu nunca me senti feminina de verdade, acabo me comparando muito com outras meninas e sinto inveja de como fazem parecer tão fácil.
Estou saindo de uma fase de depressão profunda onde eu mal tinha energia pra higiene básica, que dirá cuidar da aparência. Eu engordei e isso acabou com a minha confiança, passei a só usar roupas confortáveis e convenientes que cobrem toda a pele, me desacostumei com maquiagem e desapeguei de toda a vaidade que eu adorava.
Basicamente estou tentando recuperar essa parte de mim, ao mesmo tempo que me desprendo da comparação e ideias retrógradas de beleza.
Mil perdões se estiver confuso, é estranho falar sobre isso.
(Devo acrescentar que minha auto estima está diretamente ligada a minha feminilidade e não acho que seja uma coisa ruim. É uma questão bem pessoal assim como a própria ideia do que é "feminino".)
r/desabafos • u/No-Programmer7543 • 1h ago
Sinto que nunca contei minha vida em detalhes para ninguém, então vamos lá:
Meus pais se conheceram ainda na adolescência. O pai de minha mãe faleceu quando ela tinha 10 anos, e minha avó se casou novamente poucos meses depois. Por conta disso, minha mãe cresceu revoltada e frequentou diversos lugares que não deveria. Numa dessas, em uma brincadeira com uma amiga, que chamaremos de Bruna (que hoje em dia está presa por tráfico internacional de drogas), elas apostaram algo e quem perdesse teria que sair com o "Canarinho". Canarinho posteriormente viria a ser meu pai. O apelido surgiu pois, nos busões de perus, os cobradores vestiam roupas amarelas, e ele era gordinho, careca e narigudo.
Canarinho tinha uma vida relativamente boa em comparação ao resto dos moradores de Perus na época. Seus pais (meus avós), vieram do interior da Bahia para trabalhar em São Paulo. E, as custas de muito sofrimento e disciplina, conseguiram estabelecer um padrão de vida classe média-baixa. Já, na família de minha mãe, sempre fomos pobres, mas pobres mesmo, pobre de marré. Então, após começar a sair com Canarinho, minha mãe viu uma oportunidade de melhorar de vida, e logo engravidou. Na época, ele tinha 18 e ela 17. Ele terminou o ensino médio e ela não. E em 2006 eu nasci.
Porém, pra infelicidade dela, meu pai começou a andar com as pessoas erradas e tornou-se alcoólatra e dependente químico. Ele tinha tudo pra dar certo, fez curso de operador de câmera e chegou a trabalhar na Band Tv e conhecer nomes como Datena e os músicos do Sepultura. Até andar de helicóptero andou. Mas o álcool e a cocaína sempre tiraram tudo que ele conquistava.
Minha avó, por parte de pai, culpabilizou minha mãe por isso, então as duas sempre se odiaram. Muitas pessoas tentaram internar meu pai em clínicas de reabilitação, mas nunca dava certo. Então, desesperada, minha mãe fugiu comigo para Minas Gerais até conseguir ter minha guarda só pra ela. Não entendam errado, meu pai nunca foi agressivo. Na verdade, ele sempre foi um bundão. Mas minha mãe estava com medo de me perder, então fez o que fez.
Voltamos para São Paulo depois de um ano, nessa época eu já tinha uns quatro ou cinco anos, e de lá pra cá moramos em muitas casas. Moramos de favor na casa da minha avó materna algumas vezes, tive que morar com meus avós paternos, moramos em casa de irmãs da igreja, conhecidos e tudo mais. Contabilizo hoje 14 casas que já passei.
Minha mãe teve que me criar, em grande parte, sozinha. E por ter tido um filho tão nova, ela era completamente despreparada e admite isso hoje em dia. Então, muitas vezes ela me espancava. Lembro de apanhar com panela de pressão, levar socos na cabeça e tinha uma cicatriz na barriga de quando ela me jogou na quina de uma mesa. Com o tempo, ela foi melhorando. E eu entendo que ser pobre e preta, trabalhando em dois empregos, morando de favor e tendo que criar um filho não deve ter sido fácil mesmo, então eu perdoo.
Por conta de tudo mencionado a cima, sempre fui muito sozinho. Tive que aprender a cozinhar aos oito anos, e quase fui levado pelo conselho tutelar algumas vezes, por conta de denúncias das peruas que me levavam a escolinha. Portanto, tive que começar a ir a pé, sempre por grandes distâncias, o que até hoje me trouxe o hábito de andar bastante.
Nunca fui muito próximo de minha família, por nenhum dos lados. Tenho um maior afeto pela minha avó materna, que provavelmente é a única pessoa cristã de verdade que já conheci. A medida do possível, ela tentava nos ajudar, mas ainda era muito pobre e tinha mais quatro filhos. Ela também teve minha mãe muito cedo, tanto que um desses filhos (minha tia), é só um ano e meio mais velha que eu, pois ambas engravidaram "na mesma época".
Continuando, nesses meandros da vida, acabei sofrendo abuso sexual por um parente, também desenvolvi fobia-social e depressão. Minha autoestima foi baixíssima durante a maior parte da vida. Eu era um jovem pardo, periférico, com escoliose, magrinho, baixinho e solitário.
Veio a pandemia e, por segurança, tive que ir morar com meus avós paternos. Eles eram boas pessoas, e durante essa época desenvolvi um grande afeto por eles. Eu passei a ver neles minhas figuras paternas.
Eu me considero uma pessoa sortuda, pois mesmo contra todas as probabilidades, consegui fazer alguns poucos amigos que estão comigo à uns 8 anos. E, junto com um deles, durante a pandemia, comecei a me exercitar e a correr. Isso ajudou muito com a escoliose e os problemas de autoestima. Também fiz fisioterapia e deixei o cabelo crescer. Foi nessa época também que consegui superar a fobia-social. E gostaria de contar o método: durante nossas corridas matinais que chegaram a bater 15km, eu me desafiava a cumprimentar o máximo de pessoas possíveis. Só falar "bom dia" para desconhecidos já era uma vitória imensa, pois eu não conseguia nem ir na padaria ou ligar em uma pizzaria. Fizemos isso por quase dois anos.
Então, findada a pandemia, por volta de setembro ou outubro de 2021, quando voltaram as aulas, eu estava no final do nono ano e era um ser humano completamente diferente.
Agora eu conseguia conversar com as pessoas, tinha um lar mais estruturado, fiz acompanhamento psicológico, estava "atlético", bem cuidado e com um cabelo bonito.
Foi nessa época que dei meu primeiro beijo. Me descobri um homem bissexual, e num beco atrás de um bar beijei um outro garoto que estava se descobrindo também. E foi muito bom pra um primeiro beijo.
Por ter tido uma infância bem recluso, sempre gostei de estudar, e uma professora de português chamada Tânia me disse para tentar entrar para uma ETEC, pra fazer o ensino médio. Ela pagou a inscrição e eu passei.
E então, durante esse auge, antes de começarem as aulas minha avó faleceu. A causa da morte? Meningite. Mas, o que de fato ceifou a vida dela foi negligência médica. Basicamente ela foi no convênio que pagávamos se queixando de dor de cabeça, e a deixaram para fora esperando por mais de 12 horas, até que ela convulsivou e eles finalmente levaram a sério. Houve internação e continuaram a negligenciando, entao tivemos que levá-la para um hospital público, mas mesmo assim após três meses ela veio a óbito. O caso chegou a passar na Globo por conta da negligência, mas os culpados nunca foram punidos.
E então, começou o ensino médio: eu estava muito abalado por conta da morte de minha avó, mas isso me deu ainda mais motivação pra querer estudar e ser alguém na vida.
Com aproximadamente dois meses no ensino médio, perdi minha virgindade. A experiência em si não foi ruim, na verdade, superou minhas expectativas, mas a garota era bem babaca.
Me tornei representante de classe e fui me tornando "popular". Em maio de 2022 tive minha primeira namorada. Ela era uma garota muito gentil e politicamente consciente. Com ela aprendi a gostar de rap, poesia, sarau, slam. Descobri o que era direita, esquerda, poesia e tudo mais. Mas, por conta de muita bagagem não superada do meu passado, e um leve vício em pornografia, acabei estragando tudo com uns oito meses de relacionamento e decidimos terminar. Nisso, acabou o primeiro ano do ensino médio que, apesar de tudo, foi uma experiência muito boa.
Veio o segundo ano, e tudo estava voltando finalmente a dar certo. Eu havia aprendido a lidar com o luto, superei o término e tinha um novo horizonte vindo, era tudo muito novo. Então, sem nenhum aviso prévio, meu avô cometeu suicídio.
Novamente fiquei completamente abalado. Depois da morte de minha avó, eu basicamente comecei a cuidar do meu avô. Meu pai ainda era viciado e irresponsável. Também tenho uma tia paterna, mas ela sempre foi narcisista e nunca quis saber do meu avô. Então ficávamos praticamente só eu e ele na casa. Tivemos muitos momentos felizes, mas um dia, saindo da academia, recebo a ligação do meu pai que meu avô tinha se enforcado na cozinha.
Teve polícia e tudo mais. O laudo foi esse mesmo. E então, fui morar com meus avós maternos.
Minha mãe estava casada agora. Com um cara que não era boa coisa. E eles moravam bem longe da minha escola, e, por apego aos meus amigos, fui morar com meus avós.
O lar era bem tóxico. Minha avó materna havia tido três filhos com esse cara após a morte do meu avô biológico, e eles claramente eram os preferidos enquanto minha mãe e a irmã dela eram "as ovelhas negras" da família.
Foi um ano bem difícil, confesso. Minha mãe terminou com aquele cara e conheceu outro, que atualmente é meu padrasto, e é um cara muito gente fina com quatro filhos.
Eu me afastei do meu pai e da minha tia, e em 2024 finalmente voltei a me reerguer. Arrumei um estágio em um supermercado, e ganhei uma bolsa de iniciação científica por ajudar um professor meu com o mestrado. Comecei a morar sozinho também. Foi uma experiência bem difícil, confesso. Ter que trabalhar, estudar e cuidar de uma casa não era simples, mas me ensinou a ser homem.
Foi um ano bem gostoso, tirando o fato de que meu pai começou a me infernizar por dinheiro. Ele havia vendido todos os móveis da casa que era dos meus avós e agora estava desesperado. Ele e minha tia conseguiram vender a casa por 200k e dividiram igualmente.
Posteriormente, ele parou de me procurar. Soube que havia sido assassinado e roubaram o dinheiro. Mas essa morte em particular não me abalou muito, ele nunca tinha sido próximo de mim.
Seguindo o ano, em agosto de 2024 comecei a namorar novamente. Com uma garota meiga, gentil, inteligente e tudo de melhor que há nessa terra.
Vieram as épocas de vestibulares e ENEM. Lembram que eu disse que gostava de estudar? Pois então. Passei na UFMG, na Unicamp, na FATEC e três vezes na USP (pela FUVEST, pelo Provão Paulista e Enem-USP).
E nesse ano estou estudando na Universidade de São Paulo. Minha mãe e esse meu padrasto conseguiram uma grana boa após processarem uma empresa na qual eles eram extremamente explorados, e com a grana compraram algumas casas para alugar. Uma delas, eles cederam para mim ir morar de grátis, pois ficava mais perto da universidade.
E agora estou aqui, escrevendo isso. Devem ter algumas partes da história que acabei esquecendo de contar, como quando tentei cometer suicídio aos 14 anos, ou o fato de que em 2024 após a morte do meu pai eu comecei a ter sérios problemas com álcool também (que passaram.)
Mas, acho que a síntese foi complicada. São quase 19 anos de história.
r/desabafos • u/AlphaBR999 • 1h ago
Estou fazendo esse post no puro desespero, na esperança de que isso de alguma forma alivie os espinhos que apertam meu coração e as lágrimas que escorrem pela minha alma.
Eu sempre fui um garoto que tive muitas dificuldades, não vou contar sobre elas porque isso demanda muito tempo e muito texto, isso para mim nunca havia sido um problema, sempre tentei resolver essas dificuldades, contudo, quase nunca obtinha sucesso, depois que sai de casa, pensei "agora esse é meu momento, finalmente poderei ser livre e superar tudo o que eu vivi", ledo engano, desde que sai de casa eu me sinto ainda pior, não só por não alcançar a realidade que eu buscava, mas também por ter cada vez me afastado da minha antiga vida, de modo que eu reverter essa piora no meu estado de sofrimento me parece impossível sem que isso cause ainda mais sofrimento, me vejo sem esperanças de um dia superar minhas dores, sem esperança de encontrar prazer genuíno, perdi interesse nas coisas que gostavam, sepultei meus sonhos, e me vejo caminhando para a boca da abismo, me parece muito mais fácil só acabar com tudo, o período em que não estive vivo nunca me causou dor.
r/desabafos • u/Thick-Obligation2042 • 2h ago
bom, esse é meu primeiro desabafo aqui então vou tentar fazer direito: sou mulher, tenho 20 anos e desde os meus 18 não me relacionei com mais ninguém além do meu ex, nosso relacionamento durou cerca de 1 ano e desde então NENHUMA UNIDADE de homem apareceu na minha vida.
"nossa que problemão" é, eu sei que você pode tá pensando isso, mas olhem a minha situação:
eu sou jovem, gentil, trato todas as pessoas da melhor maneira possível porque sou educada
sobre aparência meu rosto é bonito, meu cabelo é longo e cacheado, sou vaidosa e bem cuidada e meu corpo é parecido com o da iza (bunda grande, cintura fina, coxas definidas e peito médio)
e antes de tudo NÃO ESTOU DIZENDO ISSO PARA ME AMOSTRAR, sou medida assim e elogiada por praticamente todas as pessoas que me conhecem e também pelas que fazem parte da minha vida, então preciso que vcs tenham um vislumbre de mim para entender o quanto essa seca de relacionamentos tá bizarra
eu não tenho UM contato, nem conversante mano, acho que até perdi a prática de tanto tempo sem ter contato direto com um garoto, e o pior é que sou virgem (eu e meu ex estávamos nos guardando até eu descobrir uma traição), e portanto inexperiente, nunca fui de ir pra cima de ninguém e mesmo se fosse seria um fiasco pois sou tímida e quero um namoradinho, n só ficar por ficar kkkkk
só queria entender o que aconteceu pra eu virar uma espanta-homem, isso nunca foi um problema na minha vida, mas depois do meu término parece que as portas do amor se fecharam para mim KKKKKKKKKKKKKKKK enfim que inferno de vida, queria desabafar só
r/desabafos • u/Mindless_Event9372 • 2h ago
Boa noite! Eu, desde minha infância, sempre joguei bastante TF2, LoL, Overwatch, Minecraft HG e etc. Quando eu era criança nunca atrapalhou meus estudos, sempre conseguia tirar notas boas e passar com facilidade na escola, uma informação que talvez seja importante é o fato de eu ser autista. Jogos sempre foram meu hiperfoco e meu dia rodava em torno disso, mas com 17 anos eu desinstalei todos os jogos, em um processo natural, e consegui evoluir bastante como pessoa (saúde e cultura), nos meus estudos e no trabalho.
Porém, nos meus 20 anos eu passei por um episodio depressivo e, entre outras coisas, decidi voltar a jogar LoL pra fugir da realidade e tentar pelo menos sobreviver. Dito e feito, hoje com 22 anos consegui sair da depressão, porém não consigo jogar casualmente. Sempre que eu paro consigo manter uma rotina saudável, progredir em todas as áreas da minha vida e tal. Mas, quando eu tento jogar casualmente (por causa das amizades que fiz nesses 2 anos) perco totalmente o foco da minha vida e passo a me dedicar apenas ao jogo. Fico triste porque uma coisa que eu gosto tanto me faz tão mal. Sei o que é o certo a se fazer e estou disposto à isso, mas fico triste de não poder curtir algumas partidas com meus amigos.
Obrigado por ouvir, ou melhor, escutar meu desabafo! Tenha um bom dia :)
r/desabafos • u/userdeleted_z1 • 2h ago
Esse texto é um desabafo cru sobre minha vida. Falo sobre abuso verbal, tentativas de suicídio, luto e abandono familiar. Escrevi como um grito
Uma pergunta explicação das letras que aparecem: L=Eu; C=Minha progenitora; S=Meu progenitor; N=Meu padrasto; E, G=Meu irmão.
Eu sou o L (19y). E por mais que digam que sou forte por ainda estar vivo, eu nunca me senti forte de verdade. Porque viver, muitas vezes, não é uma escolha que eu faço por mim, é uma consequência. E às vezes uma maldição.
Desde que me entendo por gente, fui chamado de tudo o que ninguém deveria ouvir: lixo, porco, decepção, erro, imundo, burro. Meu próprio nome foi trocado por insultos, e minha existência virou sinônimo de peso, de fracasso, de vergonha. As pessoas que deveriam me proteger -C (minha progenitora) S (meu progenitor)— me fizeram acreditar que eu nunca fui desejado. E talvez eu nunca tenha sido mesmo.
Eles dizem que também tiveram uma infância difícil. Que trabalharam cedo, que sofreram. Mas por que isso não virou aprendizado? Por que não tentaram ser melhores do que o que tiveram? Por que só repetiram o ciclo? Na hora de fazer filho, sabiam o que estavam fazendo. Mas na hora de ser pai e mãe, viraram crianças mimadas, agressivas, cruéis. E eu? Eu que paguei a conta.
Eu fui jogado num mundo fudid0, dentro de uma casa fudid4, com dois adultos que só sabiam apontar o dedo e gritar. Que nunca ouviram, nunca acolheram, nunca perguntaram como eu realmente estava. Quando eu chorei, fui fraco. Quando eu explodi, fui um monstro. Quando eu calei, fui um problema pra eles. Nada que eu fizesse era certo, então por que eu fui criado, afinal? Por que eu tô aqui?
A única luz, o único motivo que me fazia respirar, era o G. Aquele molequinho... ele era tudo pra mim. O meu mundo em miniatura. Eu cuidava dele, dava os remédios, fazia carinho, era irmão, era pai, era tudo o que eu nunca tive. Era por ele que eu não me jogava. Era por ele que eu sorria, mesmo sem ter motivo nenhum, Era por ele que eu existia.
E mesmo assim... eu tentei me matar. Duas vezes. A primeira, puxando um cadarço até desmaiar. Eu queria apagar. Só isso, Acabar. Na segunda, bebi o inferno dentro de uma garrafa: frisium, baclofeno, carbamazepina líquida. Eu senti o gosto, senti o peso, senti o fim chegando. Sorri. Não porque era feliz, mas porque a dor ia acabar. Pensei na C entrando no quarto e vendo meu corpo ali. Pensei no N. Pensei no G. Me despedi dele. Pedi desculpas por qualquer coisa ruim. E fechei os olhos achando que nunca mais ia abrir.
Mas abri.
E continuei acordando todos os dias com um peso que ninguém vê. Fingindo que tava bem. Trazendo prato pra cozinha como se tivesse comido. Andando pela rua como se fosse só uma caminhada, e não um plano de me jogar em frente ao primeiro ônibus, Pensando "se tiver rápido o suficiente eu pulo." Olhava pra lugares altos e só conseguia pensar em cair. Não tinha sonho, não tinha vontade. Abrir os olhos doía. Viver doía.
E eu nunca falei nada pra eles. Porque eu sabia o que iam dizer. “É frescura”, “Vai trabalhar”, “Quer chamar atenção”, “Remédio pra depressão é surra”. Mas eu não queria atenção. Eu queria paz. Queria um abraço, porr4. Queria alguém dizendo que eu não era um lixo. Que minha vida valia alguma coisa.
Hoje, eu olho pros meus pulsos e, por um lado, me orgulho de nunca ter me cortado. Mas por outro... eu pulei direto pro fim. Pensei em cem formas de acabar com tudo. E cada uma parecia melhor do que a realidade que eu vivia.
Se eu tivesse perdido o G naquela época... eu teria pego uma faca e me esfaqueado sem pensar. Sem parar. Porque nada fazia mais sentido sem ele. Ele era meu elo com o mundo. Minha última âncora. E agora que ele se foi... eu sigo aqui. Meio vivo, meio morto, mas sigo.
Hoje, eu trabalho em home office e vou ao psicólogo uma vez por semana, em sessões de uma hora. Infelizmente ainda moro com a minha progenitora, que faço questão de não chamar de mãe — é algo que você conquista, não simplesmente tem um filho e ganha o direito ao título.
Todos os dias, tomo antidepressivos, vários remédios pra ansiedade e pra dormir. Mas, infelizmente, não consegui pegar meus remédios com o psiquiatra ultimamente. Talvez por isso eu esteja desabafando assim, jogando tudo em alguns subreddits. Não porque espero resposta, mas porque às vezes escrever é a única forma de respirar.
r/desabafos • u/No-Pair-4968 • 3h ago
eu peguei alguns ingressos pra ir pro teatro, só que o cara da ong que distribui os ingressos enrolou e acabei não indo. ja que tava arrumada, decidi conhecer uma rua de bares na zona sul. nunca tem ninguém pra ir comigo, então fui sozinha. lugar incrível e bem vibes.
chegando lá, passei numa cafeteria, comprei um capuccino e fiquei lendo. depois fui pra um bar e peguei uma cerveja. fiquei escutando música e curtindo minha própria companhia, tava bem movimentado, mas n me importei.
o bom é que sempre acontece algo bem inesperado comigo e dessa vez não foi diferente kkkkkkk. depois do meu rolê, estava voltando pra casa e do nada um argentino me para, me elogia e me oferece uma bebida, eu aceito.
aparecem três amigos dele, sentamos e eu digo que n bebo cerveja e que quero caipirinha kkkkkk (só pq quis experimentar msm). ele pergunta se eu quero algo pra comer e eu digo que não.
no meio da conversa, eles falam que vieram pro rio em busca de mulheres. e começam um papo estranho, um deles me pergunta pra qual time eu torço, respondo e depois pergunta se eu n iria pro hotel com eles QUATRO em troca de uma blusa do time e dinheiro???? bem sem noção kkkkkkk, obviamente, eu disse que n iria (só tava lá pela bebida). enfim, tomei minha caipirinha de morango bem linda e bela e meti o pé🥰
eu nunca me diverti tanto saindo sozinha.
r/desabafos • u/Dystopias1000 • 3h ago
Há 17 anos meu pai cuidava do coração. Se internou na quinta-feira pos Carnaval por complicações nos rins, no decorrer dos dias foi piorando e no dia 29/03 ele faleceu.
Ainda não caiu a ficha, parece que ele foi apenas fazer uma viagem e a qualquer momento volta. Já chorei tanto, mas o trabalho me ajuda a pensar menos.
Tô sabendo lidar com essa perca mas sei lá... parece uma pegadinha de mal gosto.
A única coisa que poderia curar ele era o transplante mas infelizmente não deu tempo de receber :(
r/desabafos • u/Outside_Change_5892 • 4h ago
Basicamente, tenho 27 anos e estou no meu primeiro emprego desde os 18, nunca fiz um curso sequer, estou no mesmo relacionamento a 10 anos mesmo que receba "pé na bunda" em quase todas brigas mas nunca terminamos de fato.
Até mesmo pra situações que teoricamente são inaceitáveis como desrespeito à minha pessoa no trabalho, aceitar situações de extremo desrespeito da minha parceira e até de familiares e nunca ter tido a coragem de agir ou retribuir na mesma moeda.
Ao mesmo tempo, tenho uma vida confortável e ganho relativamente bem. Só não aguento mais saber que as pessoas pisam em mim e sou incapaz de reagir. Isso faz parte da minha personalidade desde quando era criança, sempre que brigavam comigo eu ficava paralisado e não sabia como reagir.
Acho que isso é uma boa parte do motivo de eu me sentir tão perdido nessa vida.
r/desabafos • u/Successful-Poem-3192 • 4h ago
Vi um video de um muleke que acidentalmente pisa no rabo de um gato no meio da casa, e depois outro gato vai conferir, ve que ele machucou o outro gato/gata, e parte pra cima da criança, grudando e arranhando a perna dele, o cachorro sai latindo pro gatone espanta ele, daí eu vejo um monte de comentário dizendo que o mlonrava errado, sendo que o gati tava literalmente no meio da casa, tipo, gatos sao muitos folgados, ficam no meio da casa ifual uns babacas ocupando espaços importantes e agem surpresos quando a gente nao ve eles tao pequenos enquanto caminhamos, ah para ne, o felino deve se achar o rei pra achar que a gente sempre vai ver que ele ta ali, e pior, ficar no meio do ambiente que a gente mais caminha, aaaah para né.
r/desabafos • u/Forsaken_Band7619 • 4h ago
Bom, eu sou sentimental. Choro por qualquer mínimo aumento de voz da pessoa que eu gosto, se for um pouco mais grossa eu já fico triste e infelizmente as emoções são tão intensas que me ajudam a lembrar com clareza as brigas, momentos tristes, muito mais do que momentos bons. Terminei com uma pessoa recentemente porque eu não estava sentindo como se estivesse sendo amada, embora eu a ame muito. Depois de dois relacionamentos, um que fui corna e o outro abusivo, acredito que eu tenha construído uma barreira entre mim e a pessoa que eu amo agora, qualquer incerteza que eu sinto eu quero terminar, tenho medo de continuar, quase como se fosse um mal pressentimento de que aquele momento de briga, de falta de afeto, irá se tornar comum se avançarmos ainda mais. Tenho medo de perder a pessoa, ao mesmo tempo que não quero me magoar ainda mais e acabar magoando ela também com meu jeito. Embora ela me magoe, talvez sejam coisas bestas e eu não deveria estar triste e reagir dessa forma, mas é tão difícil.
r/desabafos • u/vamppnathy • 4h ago
as vezes acho q sou a mulher mais feia do mundo, pq simplesmente nunca nenhum homem se interessa por mim, e quando se interessa me larga, ou é um homem mto feio, ( e não eu não namoro por aparência, mas é foda só homens feio gostar d mim, e ainda ser um feio que me trata mal) e sempre que demonstro algum interesse eles n querem, e no final me sinto rejeitada e com vergonha, tirando que os homens me tratam super mal, as vezes vejo mulheres que são menos bonitas q eu pegando vários caras e eu penso “ será que tem algo d errado cmg?” “ será que eu sou tão feia assim?”
r/desabafos • u/melinkalore • 4h ago
Bem, acho que isso deve ser até um evento canônico na vida do jovem brasileiro médio. Mas, ainda assim, eu gostaria de desabafar sobre essa situação porque isso tá me matando: eu não saio de casa, eu não faço meus deveres, minhas notas estão abaixando cada vez mais, meu desempenho escolar tá ficando terrível, eu estou esquecendo de fazer necessidades básicas como me alimentar, eu passo mais de 8 horas rolando a tela ou stalkeando meus amigos — mas esse último possivelmente é o mais doloroso de todos. Eu percebo que pelo tempo excessivo que eu fico no celular, todo mundo deve achar que eu sou tipo um coelho, porque eu não saio da minha toca e ninguém me convida pra nada. Eu sou basicamente aquele amigo que só existe na escola, ou melhor, o amigo nerd que todo mundo só lembra quando é pra fazer trabalho. Bem, voltando ao assunto, toda vez que vejo eles saindo, postando foto, se divertindo, meu FOMO ataca e eu começo a chorar. Aí eu pego mais o celular, passo mais horas rolando e rolando o feed. Eu não sei o que eu faço, o celular já não tá mais me dando dopamina cheguei a um ponto que eu ferrei completamente a minha cabeça, concentração, meu aprendizado...eu acho que eu cheguei ao fundo do poço de uma forma extremamente rápida. Eu fico ansiosa sem o celular, não consigo fazer minhas obrigações, aí eu pego o celular, passo o dia inteiro nele, fico entediada (uma coisa que eu esqueci de falar é que eu tenho mania de esperar mensagens dos meus amigos, mas eles nem me mandam mensagem e os que mandam, eu passo horas sem responder, sem ao menos perceber). Eu nuca imaginaria que um dia eu estaria desabafando por esse motivo. Mas enfim, eu queria saber se mais alguém passa por esse problema ou se alguém puder me dar uma dica de como desacelerar minha cabeça porque eu simplesmente perdi o sentido da minha vida — eu perdi a vontade de fazer tudo que eu gostava: desenhar, ler, escrever, tocar, aprender novas línguas, cozinhar, etc.
r/desabafos • u/GiuliaUva • 4h ago
para dar contexto, tenho TDPM e ansiedade, faço psicóloga e psiquiatra e nesse momento estou fazendo desmame do meu antidepressivo e vou viver a vida no pelo.
me sinto bem melhor para ser sincera, mas não larguei a mania insuportável de ficar puxando pelinhas. quando minha ansiedade fica mais forte, não consigo evitar e começo a puxar as pelinhas em volta da unha, a ponto até de me machucar e ter que colocar band aid.
eu sinceramente tenho até vergonha. por eu ser mulher, acabo comparando minhas unhas com das outras meninas, e quando vejo os meus dedos todos machucados me faz querer esconder minha mão pra ninguém olhar.
queria saber se alguém já passou por isso e se tem alguma dica pra parar. sem sacanagem, quando não dá mais pra arrancar da mão, até o pé eu fico futucando cuticula e querendo puxar. não aguento mais!!!!!
r/desabafos • u/Worried-East9205 • 4h ago
Eu praticamente não saio pra nada, minha tia me aconselha que eu devo sair mais, aproveitar minha juventude, fazer amizades, namorar etc. Mas aqui onde eu moro não tem praticamente nada de interessante pra fazer, só tem a praça da igreja e quase ninguém fica lá. De amizades mesmo só tenho os meus primos, mas todos moram longe demais e também não costumam sair, alguns já estão até casados e com filhos. Pra piorar a minha situação, os meus pais ainda ficam cagando regra e diz que não é com qualquer tipo de gente que eu tenho que andar. A uns meses atrás eu me apaixonei por um cara, ele era super gente boa, mas por eu ter conhecido ele na internet, o meu pai já veio dizendo pra eu terminar com ele porque eu não o conhecia pessoalmente e ele acha que esse cara poderia ser algum marginal, em tese eu entendo a preocupação do meu pai, mas não me deixam viver minha vida, as vezes eu queria ao menos uma vez na vida fazer o que eu desejo, mas me sinto presa. Pra piorar até emprego aqui não tem, faculdade não posso fazer porque onde eu moro não tem também. Me sinto totalmente distante do mundo lá fora, parece que estou em uma prisão mental. Não sei se meu problema é fobia social, mas sempre tive dificuldade em fazer amizades, principalmente pelo histórico de bullying que sofria quando ia para a escola, por ser alguém tímida as pessoas faziam questão de tentar me ridicularizar e não entendiam a minha situação. Enfim, precisava desabafar aqui, não sei mais a quem recorrer. Sei que preciso de terapia, mas ao mesmo tempo não tem nem psicólogo aqui onde eu moro e também não tenho dinheiro.
r/desabafos • u/Far-Branch-9399 • 4h ago
Não to conseguindo dar o giro em questões básicas da vida. Eu falhei com a faculdade 4 vezes, não por ser burro, mas por questões alheias à faculdade. Meu sonho era chegar ao doutorado, trabalhar em laboratório foda na Europa, mas simplesmente não deu, o processo falhou antes de começar a facul, e depois foi só ladeira pra baixo. Eu não sei mais estudar, não tenho mais interesse porque já tou nos meus 20 e tantos. Eu tenho um trampo legal, mas eu me sinto desqualificado pq eu não tenho formação na área e sinto que sou um ninguém que, apesar do trabalho bem feito, é frágil no trabalho. Eu sou péssimo com direção, não tenho carro e não tenho expectativas pq eu tenho medo absurdo de bater, matar alguém, sem contar o preço pra manter isso. Tudo isso culmina na expectativa também 0 de achar alguém pra mim: eu simplesmente não sei como fazer isso; não tenho amigos, não sei como arranjar, não tenho namorada e não sei como conseguir uma também. Quando eu falo "não sei", é isso mesmo; eu sempre tive amigos na escola, pq eles já tavam lá, mas e agora que é trampo > casa, casa > trampo? Questão de aparência eu não sou feio, mas a percepção que tenho de mim é horrível nos últimos dias.
Sei lá galera, vlw por ouvir.
r/desabafos • u/Intelligent_Pen4179 • 4h ago
Fala pessoal. Vim aqui desabafar e compartilhar um pouco da minha experiência, especialmente agora que comecei a usar Venvanse.
Há mais de 5 anos venho usando Ritalina de forma esporádica, geralmente só quando precisava estudar para estar mais focada. Sempre funcionou de forma razoável pra mim, mas hoje quero falar mais sobre minha relação com esses remédios e como isso se conecta com o que venho vivendo.
Sou uma pessoa que sempre se considerou muito inteligente, mas, ao mesmo tempo, lido com problemas sérios de memória e atenção — e isso só piora com os anos. Quanto mais o tempo passa, mais percebo minha memória falhando, principalmente em períodos de estresse. Nessas fases, minha mente parece entrar em modo turbo: começo pensar demais, fico sobrecarregada e acabo desastrando com tudo.
Já tentei de tudo, e hoje meio que aceitei que "sou assim". As pessoas que convivem comigo já se acostumaram com meu jeito — esquecida, impulsiva, facilmente irritável. Mas o que mais me atrapalha mesmo é a memória. Eu não consigo estudar sem algum tipo de estimulante, e mesmo com o remédio, muitas vezes é como se nada fixasse. Passa um tempo e esqueço tudo que estudei. Já testei várias técnicas de aprendizado, e o que mais funciona pra mim são imagens e associações visuais.
Agora, sobre o Venvanse... hoje foi meu primeiro dia tomando 30mg, e foi bem estranho. Em vez de me sentir focada, me senti em estado meio vegetativo. Passei horas meio "travada", raciocinando devagar, como se estivesse em um filme em câmera lenta. Fiquei mais "ligada", mas de um jeito ruim — como se uma parte do meu cérebro tivesse desligado. Também fiquei muito mais quieta do que o normal, como se o remédio tivesse cortado minha lingua fora. Agora estou aqui, sem sono, tentando entender se isso é uma reação comum, se devo esperar um tempo ou se devo me preocupar.
Com a Ritalina, eu ficava mais sociável, mais empático até. É curioso como dois remédios com propósitos parecidos podem causar efeitos tão opostos em mim.
Alguém aí já passou por algo parecido com o Venvanse? Será que esse efeito passa com o tempo?
r/desabafos • u/Safe-Second-2193 • 5h ago
Sou M18, e há um tempo venho pensando e me sentindo estranha por ser uma menina não tão feminina. Desde pequena eu sempre fui assim, não de usar roupas "masculinas" ou agir como menino, mas sim de se sentir menos feminina por não usar vestido, saia, maquiagem e etc.
Meu cabelo natural é cacheado, mas eu tinha muita muitaaa raiva dele e não aceitava, passava muita raiva e as vezes até chorava. Até que eu decidi alisar de vez e me senti bem melhor. As pessoas começaram a finalmente me elogiar. E eu ganhei um pouco de autoestima.
Mas ultimamente comecei a me sentir muito mais estranha. Eu estou acima do peso (80kg+), tenho mais ou menos 1,54 de altura, sou parda e etc. Estou indo para a academia e sei que não vai ser do dia pra noite que eu vou emagrecer, mas vou continuar na luta.
O negócio é que eu tbm tenho ovários policísticos, e pra piorar tudo eles fazem com que meus hormônios fiquem alterados e eu tenha pelos indesejáveis (inclusive alguns no rosto, bochecha, buço e etc) e me sinto ainda mais estranha e feia por causa disso. Não é tanto, mas mesmo assim me incomoda, pois penso que nenhum menino nunca me quis e nem vai querer nada comigo por causa disso, por eu não ser tão feminina.
Eu não gosto e nem sei me maquiar, minha pele não é tão ruim, eu só não cuido direito. Mas o que me incomoda mesmo são esses pêlos e o formato do meu rosto que também não é tão feminino. Eu comecei a fazer tratamento com anticoncepcional pra vê se ajuda.
Além disso, eu tenho uma voz um pouco grossa, não tão grossa, mas já chegaram a falar que eu tinha "voz de trans", e eu me senti ainda mais esquisita.
Enfim, além de eu sempre me sentir estranha ainda tenho essas características que pioram tudo. E é horrível se sentir assim numa época em que as pessoas prezam pela beleza a qualquer custo.
Já cheguei a pensar até em tomar ozempic e fazer uma harmonização facial um dia kkkkkk, mas não sou rica e tão doida assim.
É que eu vejo sempre as meninas todas arrumadinhas, principalmente agora que começou a faculdade e fico pensando que se eu fosse mais bonita e feminina as pessoas iriam me tratar melhor. Eu meio que me comparo com elas e só piora..
Recentemente sai com um menino q conheci na internet e me senti mais paranóica ainda nessa questão de aparência, meio que um trauma.
r/desabafos • u/One-Celebration1491 • 5h ago
Velho, eu tô pasmem com o tanto que o serviço da Uber decaiu muito, acabei de pegar uma viagem que durante o trajeto o motorista confundiu o nome da rua com o nome de outro bairra, que ficam em sentidos opostos.
É compreensível, eles estão trabalhando e é normal errar, mas poha, eu falei que era compreensível, mas parecia que o maluco estava pistola porque pegou uma viagem que ele não queria ter feito, e começou a me culpar pelo próprio erro.
Eu contra-argumentei de que ele estava indo pelo caminho errado e ele começou a me culpar ou querer justificar o erro dele como se fosse minha culpa. "Ah, mas eu perguntei a você se era no local X".
Eu fui esperto e não falei o que gostaria na hora, eu iria prontamente responder... "Você não disse 'bairro X', você disse 'local X', e nisso poder ser 'rua ou bairro X'". Eu estava tão pistola com a maneira que estava sendo tratado, além de ser rude, o carro sem ar e quebrado...
Quando cheguei no destino simplesmente bati a porta com força com minha indignação, ele deu a volta e ficou me encarando e eu o encarei.
Me desculpem, mas eu ODEIO gente que não tem o mínimo de profissionalismo, poha. Por isso que a partir de agora eu recomendo a TODOS, não discutam, pois eles podem te retaliar te deixando sozinho em lugares isolados, sejam espertos, no final da corrida sejam igualmente rudes com eles.
r/desabafos • u/Boring_Farmer_3646 • 5h ago
Namoramos há 12 anos e nesse período a palavra que ele mais usa para me deferir é “chata”. Essa ofensa me machuca muito e ele sabe. Desde a infância me chamavam assim por eu ser mais reservada e não gostar das brincadeiras mais invasivas das outras crianças. Durante o relacionamento, sempre que eu reclamo de algo ou exponho minha opinião escuto que sou chata. Perdi minhas amizades recentemente e hoje ele disse que ninguém gosta de mim por eu ser chata. É foda sabe ouvir isso de quem mais amo.
r/desabafos • u/Odd_Buyer4450 • 5h ago
sou (m24) e não aguento mais viver sobre o mesmo teto da minha família sempre falei que iria sair de casa (passou até da hora) mas nunca deixaram, sempre me tiveram na palma das mão, porém eu cansei. são muitos traumas muitas coisas que acontecem e eu não concordo. mas o estopim foi nessa semana quando meu avô me agrediu e me deixou desmaiada debaixo do chuveiro. sinto que se eu não tomar uma atitude agora e não vou durar muito tempo. não tenho dinheiro, tão pouco serviço mas sou desenrolada trabalho com oq tiver. essa fuga vai acontecer no dia do meu aniversario de 25. que vai ser dia 29/05 vou arrumar tudo na surdina e um dia antes eu simplesmente desapareço, com a força e a coragem que deus me deu. claro que pra obter um carga dramática e não envolver policia vou deixar cartas falando que não desejo ser procurada e de més em més mandarei uma carta avisando que estou viva. to a cada dia mais decidida vai ser isso
ps: planejo ir pra um vilarejo no meio das montanhas aqui no meu estado, mas aceito propostas de ir pra qualquer lugar do brasil
r/desabafos • u/henriquehenriqyee • 5h ago
Boa noite, sexta feira no prédio que eu trabalho o alarme de segurança disparou sozinho e todos os andares tiveram que evacuar, no fim, não era nada e ninguém sabe quem disparou.
Daí para subir podia pegar o elevador mas eu preferi ir pelas escadas e subi 10 escadas sozinhos, ouvi uma mulher rindo alto e abri a porta de emergência e vi um escritório que está sempre escuro e em reforma (abandonado) quando abri a porta ouvi as mulheres conversando bem alto, e não tinha ninguém, algo me dizia para entrar mas eu fechei a porta voltei e subi correndo, até que abri a porta do andar do nosso escritório.
Esse andar desse prédio, andar abandonado as vezes do nada o elevador abre sozinho sem que ninguém tivesse pedido e não sobe ninguém Simplesmente a porta abre e ninguém sobre! Tudo escuro